É
incrível como as imagens do Príncipe e da Princesa ainda são fortes. Tem que
ter olhos claros, cabelos lisos, muito bem nascidos e vivendo em “bairro bom”,
16v e vários cavalos de potência com a marca importada, ser membros da mesma
“tribo”, compartilhar coisas em comum, achar que sexo não é importante. Ter as
hipocrisias em dias, muitas e muitas posses. Ter emprego estável e ganhando muito
bem. Queira casar formal ou informalmente, ter inteligência mediana, Moderno e
eterno jovem, bela aparência europeia, querer viajar nos fins de semanas com os
filhos e a esposa, acreditar em Deus mesmo sendo Ateu, ou ser o próprio Deus! E
a conta bancária?!?!?! Ah... Com certeza tem que esta em dias e muito bem gorda,
pois, ela é parte essência para a tranquilidade conjugal. Perder a
individualidade para ver-se como algo de alguém (marido, pai, irmão, filho, entre
outros). E o mais importante saber que nada disso interessa que nada disto é
importante para ninguém, pois, afinal de contas o que importa mesmo é o AMOR
que supera todas as diversidades da vida em nome de Jesus. Sem soar conservador
ou reacionário é claro! Amém para todos nós...
Este blog é para falar de tudo na nossa sociedade de maneira irônica, descontraída e sem querer ter razão de nada.
domingo, 16 de fevereiro de 2014
Barbárie Soteropolitana
Afinal
o que estaria por trás de afirmações como: “baiano é tudo mal educado”, “baiano
se comporta como um bicho”, “baiano não respeita ninguém”, “baiano é tudo
animal”, entre outros. Será uma nostalgia fascista e nazista tão involuntária e
inocente que sai de nossas bocas como um grito de socorro para atenuar nossos
problemas humanos? Ou simplesmente é uma atestação frívola e cativante de como
nós somos egoístas ao ponto de nos autocensurarmos sem uma ideia clara sobre
estes conflitos sociais?
A
elegância de solucionar esses anseios perpassaria por nossas cabeças como se
tão somente no outro estive um mal, como se a figura do outro fosse o balsamo
ou origem de nossas mazelas sociais, assim, esta mesma representação do outro
apareceria como um espelho que repetiria tudo de abominável para nós mesmo.
Consequentemente, sem um motivo aparente, estas mazelas que acometem
brutalmente a vida social do soteropolitano aparecem como um passe de mágica,
como algo sobrenatural que todos desconhecessem suas razões de ser mesmo todos
sabendo de sua perene e insistente ou mal explicada existência.
No
convívio cotidiano e ordinário em Salvador do Estado da Bahia fica a impressão
que vivemos em uma cidade de pessoas animalizadas e sem educação. Em tudo que é
comportamento social só enxergamos a falta de zelo de todos! Vivemos em um
Município que não fornece para seus habitantes o mínimo de infraestrutura
básica para que o mesmo possa ter uma vida digna ou pelo menos com poucas
atribulações. Como querer conduta a “La Europeia” de um povo destes?
Tudo
é uma dificuldade para conseguir, nesta perspectiva, verifico o que estaria
mais próximo para a maioria da população pobre é uma alimentação precária,
saúde deficitária, subemprego em regime de escravidão, péssima acesso a uma
educação de qualidade. Isto é cerceado por um salário que não cobre estas e
outras despesas de um soteropolitano. Também tudo aqui parece que é feito de
qualquer jeito pela administração pública. Pagamos nossos impostos e não temos
retornos satisfatórios nos serviços básicos de infraestrutura da cidade.
Estamos
inseridos em uma degradação humana tão forte que acaba refletindo diretamente
no trato como o Soteropolitano ver sua cidade e, consequentemente, mexe de
alguma forma com as relações interpessoais das pessoas. Essa degradação acaba
como sendo direcionado em tudo na cidade. Por isto temos a sensação de desleixo
geral das pessoas com Salvador e seus habitantes, Em suma, como a cidade é
conduzida politicamente nos introduz numa atmosfera de esculhambação plena.
Assim é colocado nas nossas mente das pessoas uma imagem degradante de nós
mesmos e assim acabamos reproduzindo esta esculhambação em todos os níveis de
interação e convívio social em Salvador.
Mergulhados
nesta submissão política/mental o soteropolitano não consegue ver a violência
que é isto. Um contraponto: isto é até fortificado por um comportamento
espontâneo do baiano que teria um jeito de ser alegre apesar das porradas
cotidianas, tentando enxergar o lado positivo das coisas. Dizem que é um povo
hospitaleiro... Será mesmo? E o aumento da violência na nossa capital? Tudo que
vejo é degradação e desordem em Salvador. Não é só culpa das más administrações
políticas, porem, isto gera e potencializa nosso lado humano que concebo mesmo
que seja de animalização, autodestruição e degradação. Sei que até hoje não
somos constituídos socialmente como uma nação com metas e bens comuns isso pode
até ter consequência das misturas étnicas que tivemos em nossa construção histórica,
mas, isso não deveria ser uma desculpa para maltratarmos nossa cidade.
Você
perguntaria: tá bom o pobre é mal educado porque não teve acesso a boa educação e vive em um ambiente hostil no modo
que a sociedade o ver, porem, porque os ricos, os abastados são tão estúpidos e
mal educados também? O comportamento dos abastados baianos seria equivalente ao
do senhor feudal onde eles acham que podem fazer o que quiser sem dar nenhuma satisfação
a ninguém e com a má formação da mesma com sua educação péssima e tardia que
todos tiveram, afinal, sofremos o resquício de senhor e escravo em toda
sociedade soteropolitana. Ou seja, permanece para toda cidade a sensação de
impunidade com uma vida social sem ordem e disciplina.
Por
fim, entendo que ainda não conseguirmos introduzir na nossa sociedade
soteropolitana a ideia que a nossa cidade é algo para todos usufruírem e cuidar
da melhor forma possível e a preservação da mesma não pode ser relegada aos
nossos representantes políticos exclusivamente, portanto, temos que colocar na
cabeça das pessoas que mesmo com varias e varias maneiras de entender e viver
em Salvador temos que toma-la como um bem comum a todos.
sábado, 15 de fevereiro de 2014
Algumas observações simplórias, vulgares e totalmente clichê de um baiano comum
Cheiro
de mijo e dendê... Será que há fragrância que simbolize melhor a cidade de
Salvador? Ou será uma afirmação
meramente clichê? Nossa cidade é o estado brasileiro negro por excelência, somos
a segunda maior Capital do Brasil, temos uma cidade tão comentada, falada e
conhecida no mundo todo, porém, paira no ar desta mesma cidade certa
esculhambação em tudo. Tudo é feito “nas coxas”, nada é levado a sério, tudo é
feito de qualquer jeito e, assim, fica a impressão que Salvador é administrada
com amadorismo em todas as instâncias políticas e sociais.
Chove
e faz sol no mesmo instante nesta cidade de Salvador... Numa observação curiosa
desse lugar nordestino, podemos constatar este fenômeno romântico, porque, o
tempo passa com uma vagareza tão latente e tão comum que as pessoas de Salvador
não percebem esta brincadeira da natureza e reclamam do ímpeto calor que arde
na cabeça de todos. Uma cidade triste e racista escondida na sua excessiva
alegria. Temos o maior carnaval do mundo, uma orla extensa da maior e mais bela
baía do Brasil, variações de frutas, muitas formas de corpos miscigenados,
culturas diversas de pilares dos quatro cantos do mundo, “duas estações do ano”
no ano, temos o maior índice de miséria e analfabetismo do Brasil, somos ainda,
referência em produção de matéria-prima e industrialização tardia nacional,
porém, mesmo sem sabermos temos muito orgulho ideológico destas e de outras
realidades políticas deste tão venerado Estado da Bahia.
Nossas
praças históricas cheirando a mijo, nossas praias entregue a qualquer sorte sem
beleza e sem vida. Olho para todos os lados e só que vejo é nichos bem
exclusivos de construção de conhecimentos e o podre do homem baiano comum
relegado há horas e horas de trabalho duro assiste tudo isto alienado e feliz.
Este mesmo pobre homem baiano comum não percebe a perversidade de quatro
instituições de Poder que o comanda em toda sua vivência social.
O
povo da periferia que é a maior voz negra da Bahia tão exaltado, tão festejado
por toda sociedade baiana, entretanto, esqueceram no mínimo de perguntar se ele
não come, se ele não precisa sobreviver. E a arte popular regido por uma musa
nesta terra de muitos negros não lembro até hoje de alguma musa sem ter traços
Europeus! Apesar de ser a terceira maior capital do Brasil é uma cidade de
ambiência e população com comportamento de cidade pequena e pacata, porém, com
sérios problemas de infraestrutura de cidade grande. Varias ladeiras, vielas, becos,
uma cidade de muitos contornos que sempre briga com seus prédios e monumentos
antigos e com sua modernidade que engatinhada a curtos e demorados passos.
Salvador tem algo que em outro Estado do nosso país não existe, ou seja, sempre
tem uma favela ao lado de um condomínio de alto luxo vivendo em total desarmonia. Salvador ainda respira
machista e preconceituosa, uma mulher aqui em Salvador mesmo da alta sociedade emancipada
e independente ainda tem que ter um macho do teu lado para ser ouvida e
respeitada.
Musica
negra envolve um defeito, tem uma ótima proposta mais como toda musica popular,
a melodia ofusca a mensagem e serve assim para o mexer frenético dos corpos
principalmente da bunda. Claro que tem um povo alegre e acolhedor, mas, este
mesmo povo não tem o mínimo de cuidado com coisas básicas de convivo numa
sociedade, pois, não ver e não respeita o outro, mas, esta situação não deve
ser um processo continuo da falta de condições básicas de subsistência que
nosso povo vem careta há anos? Muitos problemas e soluções podem ser apontados,
porém, temos ainda o mau comportamento de pensar que tudo pode ser deixado pra
lá porque sempre vai ser assim. É repulsivo um soteropolitano ver sua cidade de
origem com nojo e desdém, ter a sensação de impotência e querer sair para morar
em outro lugar e deixa pra trás lembranças, momentos e pessoas importantes.
Querer melhorias em minha cidade não passará de meros sonhos sempre?
sexta-feira, 31 de janeiro de 2014
Dia comum
Mais um dia cinzento qualquer que se inicia;
Acendo um cigarro para ajudar a pensar;
Fecho os olhos para perfeitamente me deliciar com a agonia
das minhas vísceras;
Para sentir todas as dores que estão rasgadas no meu corpo
todo;
Na minha frente sobre a mesa uma garrafa cheira de vinho;
Tantos sentimos ruins destroçam o pouco de alegria que possa
ter;
Esperanças e sonhos há muito tempo estão na lápide que minha
vida é;
Tudo se repete em uma dança diabólica.
Minha própria imagem é desprezível;
Minha maior nostalgia é sabe que;
Todos meus gostos e interesses são sempre os mais
degradantes possíveis;
O ar me sufoca;
As pessoas me enojam;
Só caminho entre doenças e desespero;
Sempre é o mesmo gosto amargo de viver;
É como se eu tivesse numa caixa;
A sensação é de estar sempre no mesmo lugar.
Pego o vinho em cima da mesa;
Dou uma bela colada;
Dou outra tragada no cigarro;
Olho para o relógio e as horas parecem que não passam nunca;
Fecho os olhos e ouso o nervoso silêncio que paira no ar;
Mais um dia de calor infernal;
Ninguém perto para fazer uma piada cretina;
O que resta é sorrir do belo filho da puta que sou.
A noite lá bem no canto da sala do antro que é minha casa;
Meu rádio toca como sempre as mesmas músicas vagabundas;
O que sobrou para comer foi um pedaço de bife estragado;
Sinto um tesão descomunal;
Nem tem uma bela de uma prostituta ou uma mulher qualquer;
Pra dar uma bela de uma trepada bem bem gostosa.
Percebo que o clima estar tenso;
Sinto na minha boca o gosto inconfundível da morte;
A morte me quer eu sei;
Todos os dias ela fala comigo;
Diz que tem um mundo
de maravilhas me esperando;
Acabam os cigarros e o vinho;
E a noite segue com a mesma rispidez de outrora;
E eu aqui nessa mesma merda de existência.
Música Popular
Queria que este pequeno texto fosse enxergado como
uma provocação para podermos refletir sobre o papel da música dita como popular
na nossa sociedade brasileira atual. Abordando aspectos da cidade de
Salvador analisando alguns dos supostos alicerces
para o barulho nosso de cada dia na cidade de salvador, ressaltando assim entre
outras questões, como esta música é vista e consolidada em nossa sociedade.
1 – Música e desenvolvimento
histórico no Brasil
Música popular não é só domino
técnico de harmonias e arranjos para apreciamos suas experiências sonoras como
era concebido a música europeia clássica. Ou para fortificar cultos religiosos
em varias sociedades antigas, ou ainda, parte integrante da pedagogia formadora
de determinada sociedade. Na Era Moderna a música popular tornou-se uma
extensão do homem, também, tornou-se expressão cultural e mecanismo de passar
mensagens culturais diversas, pois, pela sua resposta rápida para quem recebe
ela de longe é a mais bem sucedida em relação a outros tipos de arte como a
pintura ou as artes plásticas, por exemplo, que requer certos conhecimentos
teóricos para serem entendidas. Sons repetitivos que penetram em nossos sentidos
devido a repetições harmônicas bem simples, músicas que privilegiam as letras
(canções), arranjos e harmonizações feitos com qualquer instrumento musical
como os mais populares que “não requer” um estudo muito sofisticado e são os
mais fáceis de serem adquiridos na nossa população como é o caso do violão,
sanfona, instrumentos percussivos, cavaquinho, também nossa herança tribal e
campestre que utiliza a música para legitimar suas raízes, etc. Facilita a
aproximação do povo com a música popular. Música popular mesmo sem querer
passar nada de mensagens, porem, como ela é trabalhada, desenvolvida
tecnicamente para quem a compõe pode nos passar todo tipo de emoções, amor como
ouvimos uma música romântica, raiva quando ouvimos Heavy Metal, libidinagens como
ouvimos MPB, ou protesto ao ouvir Rap, da vida campestre da música sertaneja,
alegria no Axé Music.
Um povo como o nosso que teve
durante toda sua construção histórica uma educação precária e desigual entre as
camadas sociais mais pobres adotou a música popular como sua principal
manifestação artística e "choro" do teu próprio cotidiano (música
como modo de vida), deste jeito, a música para um país como o Brasil passa a
ser uma referência de teu íntimo, substituindo assim a educação formal em
alguns aspectos na formação cultural e social do cidadão. A música popular é
uma das formadoras do Ser ordinário social do Brasil. A música popular tem a
característica de ser uma manifestação artística de entendimento rápido entre o
destinatário e remetente, logo, esta harmonização sonora "simplória"
muitas vezes suplanta a suposta mensagem que a música pode querer passar, tem
ainda o lado plástico experimental que os sons brincam e mexem com nossas
racionalidades. Na música popular o povo pobre até certo ponto se identifica
como pertencente a algo e onde este mesmo povo pobre ganha voz e visibilidade
dúbia
A música popular nestes aspectos
citados acima e entre muitos outros por não precisar necessariamente de uma
reflexão contundente e crítico ou dar alento as nossas angústias ou desejos
variados, substitui a educação institucionalizada de nosso povo. As camadas dominares usa este meio para
castrar o povo e manter todo mundo conformado com sua situação de miséria
social, mas, se a música popular for vista como mero
entretenimento ou mero mecanismo de prazer, conceitualmente ela não terá
preocupação ou poder incisivo de passar mensagens que tenham algum valor
relevante pra construção de reflexões sofisticados e importante para o
aprimoramento crítico social. É desta forma que se serve as camadas dominantes
de nossa sociedade!
A
música popular clássica muitas vezes de influência Europeia ou estrangeira em
geral, remete a todo um arcabouço de sofisticação de quem a faz e a consome,
ela é feita pela parte dita dominante da sociedade, logo, concebida como
idealismo ou baluarte de afirmações preconceituosas, ela é sempre o parâmetro
de analise e comparação do que seja bom para ouvir, um exemplo disto é o
surgimento da Bossa nova como a salvação, resgate ou refinamento do samba visto
como uma música arcaica e primitiva até então pela elite Brasileira.
As
camadas pobres de nossa sociedade em sua grande parte muitas vezes sem enxergar
ou terem consciência disto, endeusam esses músicos populares esperando
respostas para suas mazelas sócias, sempre circulando em reflexões de cunho
ativadores de protestos, minimizador de angústias ou entretenimento, porem, a
música para este papel seria um dispositivo, uma maneira rápida para mostrar
qualquer tipo de conhecimento ou prazer, pois, ela como arte não é responsável
por entender ou refletir a nossa sociedade. Qualquer tipo de construção ou
virada cultural em uma dada historia do ser humano na sociedade toma a música
popular como mero mecanismo de proliferar deste novo momento. Assim a música
popular seria um dispositivo facilitador de norteador de todo tipo de
conhecimento.
Por
fim a algumas contradições na música popular pra o brasileiro ou qualquer povo
ocidental, ela aliena por não ter a necessidade de dar respostas criticas para
nada no mundo,ela se mantém como mecanismo norteador de manifestação de uma
determinada cultura de uma sociedade e de outro lado serve como legitimação de
privilégios de camadas dominantes de nossa sociedade!
2- Algumas questões sociais em
Salvador sobre a música.
É irritante e complicado suportar o
barulho o dia inteiro dos aparelhos auditivos portáteis, batuques em ônibus,
sons de carros, pregação religiosas pelas ruas, sons de bares e das caixas de
som dos vizinhos em alguns bairros e por toda parte de Salvador, pois, para
eles nada de ruim perpassa esta atitude de barulho intermitente. Tipo de
comportamento geralmente apontado para os cidadãos da periferia, mas, é válido
percebermos que também nos bairros de classe média em Salvador é crescente
estes comportamentos, porque, os ícones músicas são os mesmos para todos, e por
ter durante o ano diversos tipos de
festivais de música popular de fácil acesso a população que fortificar estes
comportamentos.
Por entender que a principal referencia
cultural popular em nossa cidade é a música, concebo que estamos inseridos num
panorama musical onde esta expressão artística dita comportamentos e modos de convívios
sociais (em todas as camadas da pirâmide social), um dispositivo de poder e de opressão
a servido do Estado ou de forças políticas para manter certos comportamentos de
conformismo na nossa sociedade, tanto na classe operária quanto na classe média
sofrem estas influências, assim, ocorre à generalização deste conformismo por
todos os cantos da cidade.
O povo sente-se representado pela música
popular para além da mensagem que é supostamente transmitida ela esconde
comportamento que os setores de dominação social desejam que o povo tenha para
permanece no teu estagio de submissão, exemplo disto é o Pagodão Baianos que
começou como uma manifestação cultural dos anos 2000 para dar voz e
visibilidade às mazelas do gueto e dos bairros pobres, que hoje em dia com a
popularidade deste estilo musical, sofreu transformações e o Pagodão Baiano é
visto como música de vagabundo, de gente marginalizada. Mas não devemos esquecer que esta música
popular serve como inclusão social de pessoas marginalizadas, narra histórias e
preserva de alguma formar manifestações tradicionais da nossa cidade. Órgão de
respaldo em toda cidade de Salvador devido a usa história de formação e
inclusão social da população pobre e negra como Olodum, Malê,Ilê
Aiyê, Pracatum, entre outros desenvolvem projetos
sociais muito antigos e consolidados oferecem não só formação profissional em
música, também em outras áreas de atuação profissional.
Questões políticas e estruturais que
vem perdurando nossa cidade durante toda sua história como má gestão dos
poderes políticos, um dos piores IDH do país, o aumento do desemprego, precária
mobilidade urbana, manutenção de um comportamento histórico de descompromisso
com o que é público, Falta de espaços e de opções de lazer em toda cidade,
individualização elevada, Sistema Educacional regional sucateado, massificação
midiática de uma ideia de eterna busca pela felicidade entre outros, norteiam a
vida cotidiana de nossa cidade e dar suporte a este tipo de comportamento
incomodativo em relação aos barulhos que as pessoas fazem em Salvador de um
modo geral.
Por fim, para pensar estes problemas do
barulho em Salvador, podemos ser levantas para facilitar a compreensão do
assunto abordado ou ser um bom caminho para descobrimos saídas deste incomodo
que atinge toda cidade deixar algumas perguntas no ar assim: como o nosso
Estado se desenvolveu na sua história? Como este comportamento social foi
construído e para quais motivos? Terá
soluções a médio e longo prazo? Tendo soluções quais seriam? É relevante para
Salvador pensar estes assuntos?
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