segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Esses vegetarianos...



Não sou nutricionista e nem é a minha proposta expor aqui todos os nutrientes contidos nos vários alimentos existentes, nem vou dar conselhos sobre procedimentos alimentares de qualquer espécie, porém, neste pequeno texto quero levantar de forma breve algumas questões desta visão messiânica do vegetarianismo e no consumo de determinados alimentos em detrimento de outros que entendo ser uma questão política. Para isto ficarei voltado para três questões: como é visto a atitude vegetariana, o consumo de carne como habito tradicional no Brasil e algumas rápidas implicações políticas que podem girar em torno do assunto em questão.
Foi atribuída a carne uma imagem de algo degradante, algo que precisa ser combatido como uma epidemia que teria o poder de devastar toda a humanidade com suas diabólicas armadilhas. Também, seria a mesma, uma das “Garotas Propaganda” do consumismo desacertado que assola e condena a modernidade. Em contrapartida, a imagem do vegetariano estaria vinculada a um simbolismo ou mais diretamente a uma atitude ou ação revolucionária. Fica no ar para quem a prática um gosto de contra o sistema capitalista opressor, sendo visto, especialmente, como uma atitude política de transgressão. Praticar o vegetarianismo seria para poucos, para iniciados numa arte bela que singularizaria e daria pompa e status social para seus praticantes. Entretanto, esta imagem deixa a impressão de algo forçado, direcionando uma ideia de uma atitude de “a La Cavalo Paraguaio”!
A figura do vegetariano exagerada de ensinamento e de boa fé aparece como a “única” opção para salvar a saúde precária dos brasileiros, porém, alguns pontos teriam que ser questionados. Vivemos em uma sociedade onde a presença da carne é muito forte e abundante nas múltiplas formas de hábitos, cultura, religiosidade e da culinária, pois, a carne é presente no nosso cotidiano. Eu queria questionar a maioria dos vegetarianos se realmente eles sabem o valor nutricional de cada alimento da dieta vegetariana que os mesmos consomem e, que tipo de acompanhamento especializado eles tem, ou se os mesmos ainda procuram informações para se alimentar de forma “saudável”.
O problema não é o consumo de qualquer tipo de carne, o consumo controlado desse alimento teria seus benefícios e malefícios verificados e analisados se inseridas numa dieta com acompanhamentos especializados de profissionais de diversas áreas de conhecimento, para assim, o indivíduo saber manusear melhor esse alimento. Ora, o vegetarianismo tomaria sua prática alimentar como algo messiânico e solucionador de todos os problemas da saúde, comportamento alimentar e política do indivíduo.
No Brasil preservamos determinadas tradições alimentares onde a carne é objeto constantemente presente em quase todas as formas de culinária de nosso país. Certas tradições do brasileiro estão ligadas ao consumo da carne entre eles: feijoada e churrasco, além de serem comidas típicas que servem para reunir pessoas. Somos direcionados a cosumir carne não só por influências do mercado, mas, por termos como hábitos consumi no nosso dia a dia alimentos que tem a carne como composto principal ou complementar. Todos os tipos de carne (carne de boi, porco, aves, peixe, etc.) são presentes: na feijoada dos domingos, na moqueca de peixe das sextas-feiras, no macarrão com franco assado, no churrasco que é norteador de manifestações e festejos de nossa cultura popular como os pagodes na laje entre outros, desta forma, a carne estar muito forte no nosso imaginário e vida ordinária.
Alguns alimentos conhecidos como light e diet tem preços inacessíveis para a população assalariada. Cereais e grão com baixo teor de colesterol ruim ou gordura são caros. Nas lojas que vende alimentação saudável muitas vezes estes produtos tem o dobro do preço dos produtos industrializados e de alta saturação de gorduras e conservantes. 
O vegetarianismo não passa de mais uma prática alimentar entre muitas existentes no mundo, e sozinha não solucionaria o problema pelo menos em âmbito nacional de questionamentos políticos e culturais do Brasil. Podemos aprender novas formas de lhe dar com o alimento com a cultura vegetariano, entretanto, respeitando as tradições alimentares brasileiras que sempre foi recheada de carne de porco, franco e boi principalmente.
O povo talvez saiba o que é uma comida saudável, porém, sua renda não lhe permite que pratiquem essa tal alimentação saudável. Também, por não ter política publicas que realmente der para população conhecimentos e mecanismos para de acordo com sua renda busquem alternativas baratas para alcança esta tal alimentação saudável. Mesmo assim, até o que seja alimentação saudável é discutível por suas aplicações sociais e políticas. O brasileiro também se alimenta com outros tipos de alimentos como frutas, vegetais e verduras típicas de cada região. Verificamos pouca divulgação de praticas alimentares ditas saudáveis para população, assim, não se encontra no nosso país um real incentivo para a prática e aquisição de alimentos não industrializados, muito pelo contrário, somos massificados todos os dias através da “Grande Mídia” para que incessantemente venhamos consumir cada vez maios estes mesmos produtos.
Se avaliarmos friamente todas as ações públicas sociais e institucionais com campanhas e mais campanhas sobre hábitos saudáveis visam, antes de tudo, a preservação por o maior tempo possível de uma mão-de-obra ativa. Ninguém fala do avanço nas pesquisas sobre o consumo de insetos que teriam proteínas saudáveis para a raça humana e que este cultivo demanda também poucos hectares de terras, e baixos valores comerciais em comparação a carne e de alguns vegetais, claro se não for feito pela Grande Indústria.
Podemos verificar também que vários e vários hectares de terras estão destinados para a especulação imobiliária e para a prática da criação bovina e que a produção de grãos e cereais na sua maioria estão voltados para a exportação, deixando que os pequenos produtores fiquem responsáveis por abastecer nosso país na sua maioria. Altas taxações nos impostos sobre alimento também deixa o alimento mais caro para a população, desta forma, o Governo/Estado e a “Grande Indústria Alimentícia” monopoliza e dita o que o povo realmente deve consumi e gostar. Outro ponto de ser pensado: até este momento no Brasil não teve nenhum avanço político sobre as questões do uso da terra, sendo a tão sonhada Reforma Agrária mais um capítulo torpe e esquecido de nossa sociedade.
Como essa carne é produzida pela indústria também é questionada, porque, mesmo que existam órgãos governamentais de fiscalização destas produções, desde seu processo de fabricação até chegar na casa do consumidor, é obscuro para a maioria da população os procedimentos dessa mesma produção das industrias de carne, entre outros alimentação industrializada, e os critérios para a liberação para o consumo.
            Temos que observar também que a vida cada vez mais corrida da Cidade Grande, nos direciona a praticar alimentação nos fast food da vida. E a procurar alimentação industrializada que é de rápido consumo. Por exemplo: o suco pronto de caixinha estaria mais ao alcance da população, enquanto isto, as feiras livres de SSA que são de difícil acesso e não tem o incentivo adequado do Estado para sua preservação e funcionamento para suprir as necessidades alimentares básicas da população ficam quase que totalmente esquecidas. É inegável o aumento nos preços de frutas e verduras que dificultam a sua aquisição e a pouca oferta de alimentos que foram cultivas sem agrotóxicos e, mesmo assim, quando são encontrados, a população não consegue compra-lo pelo preço alto e não acessível para o assalariado. Uma observação: claro que não podemos nos esquecer das inúmeras pequenas feiras de que existem espalhados pelos bairros de SSA que mesmo com preços mais acessíveis para a população em geral nem todos podem consumir os produtos que muitas vezes são de péssima qualidade.
            Umas anedotas: o custo e o valor simbólico do produto alimentar é dado através de sua qualidade e que classe social o consome. Levando em conta o cultivo, todo o fetiche em volta do alimento, o lugar de sua origem, para quem o produto é direcionado e o propósito do teu consumo, até se o alimento faz parte de alguma iniciação, culto ou práticas quem vão desde jantares de alta classe, celebrações religiosas, festas de vários tipos, etc. Existem produtos praticados e direcionados para pobres e ricos com qualidades e requinte, diferenciados como bom e péssimo para as das duas classes, assim, mexe com o imaginário das pessoas que até para você pertencer à determinada camada social com determinados gostos e posição social você teria de consumir determinados produtos, ou seja, comer e gostar de determinados produtos. Uma pergunta: e o feijão, a rabada, o caruru que hoje em dia são louvados como verdadeiras iguarias nacionais sempre foram apreciadas e consumidas historicamente por todas na sociedade sem preconceitos?
            Outras anedotas: hoje em dia também você é identificado com o que você escolhe para comer sendo na estética ou status social. É consenso errôneo pensar que as pessoas mais simples não teriam a consciência sofisticada/cientifica de como cada alimento com suas substancia agiriam no nosso organismo, pois, só entenderiam a alimentação como uma ração para encher a barriga e nada mais. Temos tipos de conhecimentos populares onde determinadas enfermidades são combatidas com tipos diferentes de ervas, plantas, casca de madeiras e alimentações que o conhecimento cientifico legitima e usa em tratamentos patológicos de diversas especialidades.
            Uma observação: temos desigualdades regionais de várias naturezas e com seus inúmeros aspectos no Brasil. Por exemplo: a renda per capital no Nordeste brasileiro não é a mesma de todo o país (se comparado aos investimentos que ocorrem no sul sudeste é alarmante o descaso político), vivemos em uma das regiões mais pobres e desassistidas pelo poder político onde muitas crianças ainda são desnutridas. Agrava mais a situação com fenômenos climáticos de seca nesta mesma região que dificulta o acesso de determinadas camadas da sociedade a uma maior teia de alimentação com seus nutrientes e com a oferta de água quase que escassa.  
            Alguns aspectos positivos o vegetarianismo pode proporcionar com seus questionamentos nos nossos procedimentos alimentares: como termos acessos as diversas formas existentes de alimentação? Abri um caminho também para pensarmos como enxergamos a natureza (relação homem com/na Natureza) e como os animais são tratados, e como esses são vistos para suprir esta indústria que extrapola o consumo único e exclusivista da alimentação. Afinal, não só sua carne é aproveitada, como determinados tipos de couro, o marfim dos elefantes, a barbatana dos tubarões, entre outros.
Teríamos que no mínimo ter claro ou pelo menos algumas dúvidas deveriam ser esclarecidas de como dietas e procedimentos alimentares de qualquer tipo, seja ela carnívora ou vegetariana, agem e atingem nosso organismo, de que forma estas alimentações diretamente contribuem para nossa vida na sociedade, seus benefícios e malefícios e como a população pode manusear os mesmos para a manutenção da própria saúde.
Por fim, temos uma rica teia alimentar compostas por variações regionais de tipos de alimentos, herança direta da colonização e das diversas etnias e culturas que constituíram historicamente o Brasil. Poderia abordar várias e várias questões sobre este tema do vegetarianismo e da alimentação com resposta e possíveis soluções, entretanto, acho que este tema teria que ser discutidos por vários pontos de vistas diferentes.
Por hora lanço algumas questões para serem pensadas: como aproveitar estas variações alimentares em favor da saúde do brasileiro? Como manusear os vários tipos de alimentação para termos uma vida mais saudável? Porque não levantar a questão do que deveria estar inserido numa eventual “Cesta Básica” brasileira respeitando esta pluralidade regional e étnica de alimentações existentes no nosso país? Com essa atitude será que não poderíamos começar uma campanha social de qualificação alimentar? Alimentação será que não é uma questão de saúde pública?
Controlar o que comer e como comer não será antes de tudo uma ação política? Será que realmente todo tipo de alimentação é acessível às pessoas no Brasil? Como viabilizar o acesso de determinadas dieta para determinadas funções do dia a dia do indivíduo, como alimentações para recuperar a energia e dar disposição? Para quê serve determinadas substâncias e sua atuação no nosso organismo? Porque não pensar em criar lei, projetos institucionais e campanhas para reduzir impostos e taxações orçamentários sobre os alimentos para, assim, aumentar o acesso da população em geral a todos os tipos de alimentação?
Para concluir, não quero com este texto esgotar o debate ou apresentar quaisquer soluções para mudar uma possível visão que a sociedade tenha sobre o vegetarianismo. Também não é minha intenção justificar todos os tipos de práticas alimentares do Brasil. Muito menos ainda tomar posicionamentos ante todo um ideário sobre a alimentação na sociedade. Antes de tudo, tento com este texto, somente levantar questionamentos sobre como a alimentação é direcionada e tratada, nas suas diversas formas e nomenclaturas no nosso cotidiano da sociedade em geral.

terça-feira, 10 de setembro de 2013

O Corpo Feminino

Cheio de representações e fantasias,
Tantos e tantos sucumbiram e deram a vida para a possuí-la,
Tantas e tantas magias já não foram escritas e marcadas na história para exalta-la,
Tanto já foi feito para domina-la,
Mas no final de tudo só resta querer,
De tudo que é de mais cheiroso,
 Com todos os odores gostosos de sentir,
Das variadas curvas sensuais,
Não tem coisa mais provocante e atraente,
Cada detalhe e gesto revelam,
Diz o que você quer sem pronunciar nenhuma palavra,
Basta observar e você ver o suficiente,
Se simplesmente algo agradar então,
Ah... A dança começa alucinante,
E pode aparecer coisas imprevisíveis,
Que despertar os mais diversos desejos,
 De lamber de morder e de se roçar,
De tudo que jeito e posição você idealiza,
Sem frescura e muita sofisticação,
É o encontro entre corpos mais perfeito,
É uma briga de pernas,
Um encontro voraz de lábios e línguas,
Um vai e vem constante de ancas,
É um pulsar forte de veias e artérias,
É uma vontade e agonia tão grande e intensa,
Que é impossível descrever com exatidão,
Que ti deixa louco doido para possuir e arrancar um pedaço,
Toda esta sensação vem definitivamente,
Sem dúvida alguma,
Do inconfundível corpo feminino.

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Entre Mahler e Hendrix



Mas afinal, que teria em comum a musicalidade de Gustav Mahler um maestro austríaco e Jimi Hendrix um guitarrista norte-americano? Guardado as devidas proporções, aparentemente, cada um em sua época especifica teria técnicas e propostas musicais totalmente diferentes, porém, cada um de teu jeito inovou o tipo de música que ambos faziam com uma gama de experimentações. Dando exemplo e caminhos para gerações futuras. A técnica da música de ambos surpreende pelas inovações e principalmente pela falta de limites. E quando você pensava que nada mais poderia surgir destes compositores, eles apareciam com algo nunca antes visto. Tantos e tantos músicos posteriormente foram inspirados por ambos para criarem e produzirem música.
Tanto Mahler quanto Hendrix seriam personagens “anormativos”, ou seja, ambos fizeram de suas inquietações e excentricidades cada um de seu modo, um exemplo de resistência e criatividade, pois, se buscamos exemplos de novas possibilidades para criticar certas normatizações de comportamento e vivência social que definem um indivíduo na sua ambiência histórica, com certeza, estas figuras de subversão são parâmetros que devem se levado em consideração. Assim, a composição de ambos são fascinantes porque transmitem de forma forte a forma de vida estranha e diferente que os mesmos tem. São mestres  desconstrutores” e “reinventadores” de música. Por isto posso afirmar que com eles poderíamos “sentir o cheiro da amoralidade”.
Estes compositores tão diferentes e contemporâneos na sua forma de fazer música atemporal, eu poderia dizer que eles provocam em nós seus ouvintes e admiradores, sentimento de reverencia por fazer uma arte que tem a capacidade de transcender o comum com uma sonoridade tão titânica e apoteótica, porque, ambos faziam música com visceralidade e com suas raízes culturais e suas realidades e verdades.
Eles são fantásticos por simplesmente se reinventam. Suas obras expressão uma rede onde o observador pode qualificar e escrever um mundo só seu. Eles tocam cada som do universo. Eles entendiam música como um mundo que deveria soar em seu pleno, porque, a verdadeira experimentação sonora teria que ter e abarcar todas as distorções oriundas da natureza em sua totalidade. Com um som forte que querer presença e soberba, ambos desenhavam a cada movimento, a cada refrão, a cada frase, a cada acorde, a cada riff, a cada vocalização nervosa e sexual, possibilidades que teria que demonstrar que em toda parte do mundo existe constantes confusões sonoras que é a mais bela das harmonias e que podem ser demonstradas e interpretadas como se queira. Recortar, montar e redefinir sonoridades, estes eram o papel deles. Em suma, uma capacidade enorme e natural de sempre se questionar e se reinventar sempre.
Para entende-los temos que captar cada vibração dos sons como uma porrada, porque, música é além de domínio técnico, dos infortúnios de estudar e pesquisar, visto que, música para ser completa e entendia, antes de tudo, deve ser ardente e sentida. Acho até que para ter algo a dizer a música tem que ativar sensações, prazeres, desejos, lembranças e dores, em fim, um vasto mundo de possibilidades. Gosto de música em detrimento das outras formas de arte porque a mesma é incompreensível pra mim, pois, se fosse o contrário perderia toda esta mágica, este deleite em ser apreciada! A música esta presente entre aquele que domina a técnica de compor sem emoção, sem frescura, com um rigor matemático, com um leve toque de frieza e virilidade (Mahler), mas, a música aparece também na sensibilidade na fascinante improvisação não menos rigorosa (Hendrix). Entendo que a música é a mais “democrática” das artes, porque, não precisaremos de conhecimento apurado e muito sofisticado para se fazer música. Basta só detectar as vibrações sonoras e criar suas próprias melodias com os instrumentos que você tem em mãos. 
Com certeza o que liga Mahler e Hendrix é a excentricidade e seu estado frenético de ser, é estar sempre na busca louca e desmedida da perfeição do último e quem sabe desconhecido acorde, pois, para serem o que são eles tem que ser sua própria música personalizada em si. O contentamento que sugue quando você ouve estes dois compositores se dar porque eles têm esta capacidade de brincar com cada sensação da gente. Em fim, foi esse comportamento anormal que tanto nos aterroriza e fascina ao mesmo tempo em que  guardamos sua arte e vida que a lembrança dos mesmo ainda permanece em nosso imaginário.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Uma carta aos amigos



Tempos de "JACARÉ" estão intensos. E a "tradição" masculina com sua virilidade fantástica sabedoria e resistência? Aquela saudável e tão cultuada por civilizações que até hoje estão no nosso imaginário como exemplo de força: Egito, Esparta, Samurais, Maias, estão cada vez mais perdendo sua voz, entretanto, nossa civilização tão moderna dos “pós tudo”, estão cada vez mais moles, especulativos, sem referencias, tendo tudo e se relacionado com tudo de forma imediata e vazia. Esta mesma civilização tão moderna é de uma fragilidade dignas de divãs, calmantes, e de patologias de todos nossos desejos e sentidos com uma intensidade enorme.

Coçar o pau, Babar quando vê uma mulher bonita e querer comer todas elas, usar barba grande, chamar uma mulher toda trabalhada na delícia de gostosa, gostar de comer/lascar mulher, ir no brega, gostar de putaria, ficar bêbado, bater uma puêta, ser um eterno apaixonado, ter satisfação de estar com um amigo seu, ouvir música brega, dar risada e ter preconceito sem agredir o espaço do outro, conviver com o diferente, ser forte e determinado sempre sem precisar tomar “remédios”, ser vaidoso, falar grosso, ter virilidade, dizer que tem orgulho de ser homem e macho, ser sensível, chorar e ter amor e cuidado por quem se gosta, usar camisa polo tradicional, falar besteira vez em quando, xingar, entre outros aspectos, parece que é um crime mortal. Isto não é ser determinado, pelo, contrario é gozar com o que você mesmo pode ter de melhor! Rsrsr...

Porém, confesso uma coisa para vocês, prefiro ser este homem criminoso que vive e experimenta intensamente com tudo que a vida possa oferecer com suas tempestades e harmonias do que ser um fresco colorido e medicado com fraquezas e desejos fúteis.

Tudo é doente, tudo é infelicidade e nada é encontrado, só surgem mais interrogações. Às vezes eu acho que os tolos são mais sábios do que qualquer sábio. Pelo menos as angustias deles são amenizados com pouca coisa!Realmente o sexo é o que é mais especulativo e mais íntimo e pudorado que temos, formasse escolas, novos nomes, discursos variados: viado, gay,transexual, LGBT’s, mas, os conflitos continuam os mesmo. Rotular e dar nomes não solucionam nada! Só geram indiferença, pois, o momento de agora é de poder tudo e ser indiferente a tudo é preciso!

sábado, 23 de fevereiro de 2013

O Outro e a Religião



Este texto não tem pretensão filosófica alguma, pois, se uso termos e linguagem que lembra mesmo de forma vagam tal gênero do saber é só por escolha particularmente destes mesmos termos. Também não busco aqui nem o rigor nem construir alguma teoria nova sobre nenhum assunto. Assim, restrinjo-me exclusivamente em esboçar breves e curtas reflexões sobre o conteúdo do texto em questão.

O convívio cotidiano é laborioso... Tantos conflitos e alegrias tentamos administrar para termos o Outro do nosso lado que as vez nos questionamos o sentido desta persistência. O que sabemos do Outro é tudo que adquirimos socialmente. Somos existência porque somos seres sociais com tudo que esta relação possa nos dar.

O indivíduo na sua subjetividade envolvi-se em diversos aprendizados que leva consigo durante toda sua formação social e individual, mesmo que este indivíduo tenha adquirido certas influências comportamentais por ter nascido e ter tido certas orientações culturais em determinado lugar com suas singularidades locais. Criando assim, deste modo, condutas morais!

Somos capazes de transcender nossas próprias limitações morais, o mesmo espaço cultural que nos define é o mesmo espaço que o indivíduo usa para transformar-se questionando com o intuito de agir com maior coerência possível nos diversos assuntos que norteiam o imaginário e a vida do mundo inteiro. Agir com prudência seria então buscar o equilíbrio entre nossos anseios morais e colocar a ética em constante alerta.
Nossas cognições em contato com o mundo nos fornecem formas de experiências impares: relações afetivas, estudos, classes social, país de origem, lei jurídicas, política, cultura entre outros aspectos, que teríamos de usar como ferramentas para viver e respeitar o Outro com suas particularidades e singularidades e junto com este Outro buscar uma vida menos agressiva e mais harmoniosa. Pensar o outro seria uma ótima maneira de pensar nossa sociedade no que ele tem de mais abrangente. Como ponderar sobre comportamentos e atitudes de outras pessoas que não tiveram a mesma influencia social e moral para não cairmos no abismo do fundamentalismo?

As religiões em suas diversas fases soam como instituição, que tem suas prerrogativas e normas que norteiam toda sua tradição e diligência como grande órgão político de cunho global.
Sempre as religiões flertaram e bem com as tendências atuais de épocas diferentes em toda nossa civilização, pelo menos, quando estas Instituições surgiram e construíram forças e tradições em todo o mundo. O Religioso é fascinante porque não tem realmente uma explicação racional, pois, o conhecimento religioso é dado diretamente por Deus no contato com os escritos sagrados, ou seja, pura Revelação. Daí ser passível de inúmeras interpretações de todos os tipos. Porque para no entendimento ordinário alcançar o conhecimento da basta sabedoria divina não precisaria de uma analítica ou um estudo profundo e sofisticado de ninguém, pois, suponha-se que o divino conversar e mostra “o caminho certo” para o indivíduo só com contato com as escrituras, seus representantes na Terra (todo tipo de sacerdotes) e tradições sagradas, ou seja, o contato direto com estas coisas.

Por muitas razões a maioria das pessoas religiosas que tem fé em alguma coisa divina quando tem um problema rezam e rezam pra que esta divindade lhe iluminem com sabedoria, porem, quando um problema surgi na vida do mesmo em qualquer âmbito relacional, continuam rezando e não conseguem obter a capacidade de simplesmente sentar/parar para ver como poderia resolver este problema com diálogo, ponderação, decisões objetivas e sérias. Pois, ficam na inércia e querem que tudo se resolva por si só.
Rezar seria um simples palavrório consigo mesmo onde o objetivo seria retardar qualquer tipo de ponderação por medo e insegurança de tuas próprias certezas religiosas. Daí, o que vemos é a legitimação de práticas morais totalmente fundamentalistas. 

Distorcem tudo. Em um diálogo usam ainda de apelos emocionais e psicológicos, tentam toda hora e incessantemente usar contra a pessoa artifícios dos mais mesquinhos para ti dominar. Religião fundamentalista carrega e ensina o indivíduo o desconhecimento do outro e de si mesmo, torna-o insensato e dá-lhe o direito de fazer o que quiser usando qualquer que seja os meios para alcançar os seus fins necessários. Torna-o egoísta, incapaz de enxergar o outro com singularidade e respeito as suas diferenciais comportamentais socioculturais.

Claro que nem todas as doutrinas religiosas norteiam teus ensinamentos em preceitos fundamentalistas, pois, as formas de religiosidade são inúmeras em todo o globo e cada doutrina desta tem sua forma de agir e se adapta com as formas de conhecimentos ordinários.  Podemos ter qualquer prática que o conhecimento humano construiu durante tempos e tempos para seu convívio em sociedade para explicar, falsear ou legitimar diversas coisas no mundo ou simplesmente para buscar um bom viver. A questão central desta discussão seria como viver respeitando nossas diferencias em todos os ambitos relacionais de conhecimento dos indivíduos?

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Vênus e o Mar

Venus é o corpo feminino suado, doce, cheiroso, macio, com cabelos sedosos, que expele feromônio onde quer que ela se mostre a contemplação, é um lugar perigoso/convidativo, onde a mão tremura e intencionada percorre cada curva, cada imperfeição, cada centímetro de um corpo que parece que foi feito para o amor, para a sacanagem, para moldar e confundir sentidos! Ela é a observação ingênua de alguém. Para o encontro de dois corpos vadios, que imitem sons selvagens conhecidos de todos, é aquele tesão desmesurado que evidencia a intenção do sexo e todo o silêncio posterior ao coito, é como aquela puta que mesmo que você a renegue, a espanque ela vai querer sempre mais e mais trepar com você, usar teu corpo e jogar fora no primeiro lixo, Vênus é o ponto G, é o orgasmo suplime e inexplicável, Vênus é orgia e depravação cotidiana, Vênus é paixão arrebatadora, Vênus é todo tipo de Brincadeira, Vênus pode ser tudo que você queira que ela seja. Vênus é a inspiração para qualquer coisa, até mesmo para a revolta de um vil racionalista.

Ela é todas as relações sócias dos Deuses do Olímpo, ela é a maçã que deu a liberdade a Adão, a inveja do Diabo e a mediocridade do Deus dos Cristãos. Ela na baianidade é Iemanjá, ela também esta presente na carcaça de um corpo envelhecido. Ela esta dançando como uma presa nua no salão pronta pra ser caçada e penetrada com toda doçura e violência. Ela é o membro masculino ereto e uma vagina molhada e suculenta com seios duros e perfeitos também Vênus é uma bunda bem torneada, Vênus é um perfume com uma fragrância indecifrável. Ela é pouco para sua extensão corporal de prazer. Vênus é o delírio permanente desta nossa indigesta vida mortal e frágil. Enfim Vênus se encontra perfeita quando nenhuma palavra pode descreve - lá.

O nascimento de Venus se confunde com os mistérios do mar... Venus a Deusa do amor tem por necessidade o Mar como teu mais fiel exemplo! O Mar é indomável, o Mar reflete o Sol como um espelho embevecido de todo tipo de vaidades, de malícias... Ele ti envolve, ofusca teu olhar, deixa você anestesiado com a própria beleza, ti coloca no meio de um saboroso jogo onde tuas duvidas e certezas servem de sala de star para toda a atmosfera de manipulações e fetiches Palacianas. O Mar assim como a Deusa Venus nos machuca em silêncio, sua calmaria é tão sutil que todas as ondas em candura recaem imponentes e destrutivas sobre a terra seca com uma desenvoltura mágica, para retornar novamente para teu lugar sempre límpido e inigualável. O Mar provoca suspiros, aguça nossas imaginações mais extraordinárias, nos ouvi quando estamos sentados a beira-mar e constatamos o bater de ondas nas pedras, o Mar apavora, o Mar é motivos para todos os tipos de suposições tolas para entendê-las.

O Mar é paixão, O Mar é Venus em carne e osso promovendo a mais pura libidinagem libertina com teu perfume mortífero. O Mar é aquele sorriso debochado, o Mar é aquele rebolar de uma anca pecaminosa, o Mar é uma virilidade na sua maior expressão, o Mar é um êxtase profundo, o Mar é presente como um estrupo de um corpo virgem, o Mar é tudo que quisermos que ele seja mesmo com oposições, o Mar é aquela mão afável que conduz você a harmonias agradáveis como um acorde perfeito! O Mar é perverso e suga sua alma, porém, o Mar é divino onde depositamos presentes e todos os lixos possíveis de serem produzidos. O Mar é aquela boca quente ardente que desesperadamente anseia para ser tocada e usada. O Mar é como um corpo tolo entregue e lambido, o Mar é ainda aquela fé dogmática que ti puxa para as profundezas de trivialidades, o Mar é teu porto seguro sem chão e referência, ele é o espelho maldito e sagrado do nosso reflexo social! O Mar se confunde também com aquelas mentirinhas providencias, o mar sucinta Poder e estórias incontáveis. O Mar tem a capacidade de se transformar em vários labirintos de sentimentos e racionalidades.

O Mar é aquele sopro ofegante do termino de existência! O Mar é o refugio, e o caminhar lento de uma nova ou qualquer vida como teu maior provocador. O Mar é aquele nosso medo irracional do escuro e o alívio da luz. O Mar é pura idealização, cobiça, o Mar incomoda porque ele sempre está ali no mesmo lugar recebendo ordem da Lua e mostrando a beleza do sol em suas águas. O Mar antes de tudo é o não saber falar dele sem segurança alguma, o debate inacabado, enfim, o Mar é o desejo insensato de liberdade, escrever além do horizonte de tuas águas profundas. O Mar é o Lugar onde Venus foi concebida com muito prazer, sexo e revolta, para ser este palavreado impertinente.